Em 18 de março de 2026, a sede da Amcham em São Paulo sediou o Fórum de Minerais Críticos, promovido pela administração Trump com participação de representantes do governo brasileiro e executivos de mineradoras americanas. O encontro não foi amplamente coberto pela grande imprensa — mas deveria ter sido. O que estava em jogo não era apenas negócio de mineração: era a tentativa americana de usar o Brasil como peça central em sua estratégia de desacoplamento tecnológico da China.
Os EUA querem o que o Brasil tem em abundância: nióbio, lítio, grafeno, cobalto, terras raras e manganês — os materiais que alimentam a economia de semicondutores, baterias de veículos elétricos, equipamentos de defesa e infraestrutura de IA. E querem com urgência, porque a dependência americana da China nessa cadeia de suprimentos se tornou um risco geopolítico de primeira ordem. O Brasil detém as maiores reservas de nióbio do mundo (mais de 90% do total global), reservas relevantes de lítio na região do Quadrilátero Ferrífero e uma das maiores reservas de terras raras do planeta — a maioria ainda subexplorada.



