Stablecoins passaram de $300 bilhões em circulação — e estão virando infraestrutura, não cripto

A narrativa sobre stablecoins por anos foi sobre especulação, DeFi e volatilidade cripto. O que está acontecendo em 2026 é diferente: stablecoins estão sendo adotadas por instituições financeiras tradicionais como infraestrutura de pagamentos — não como produto cripto, mas como trilho de transação mais eficiente do que os existentes.

A circulação ultrapassou $300 bilhões em 2025. Volume de transações chegou a $10 bilhões mensais. Fiserv desenvolveu o FIUSD e anunciou interoperabilidade com o PYUSD do PayPal — conectando milhares de instituições financeiras à base de 430 milhões de consumidores e 36 milhões de comerciantes do PayPal. Isso não é DeFi. É plumbing financeiro.

Por que as instituições estão adotando agora

Três fatores se alinharam. Primeiro, clareza regulatória: o GENIUS Act, aprovado em 2025, criou o primeiro framework legal para stablecoins nos EUA, removendo a ambiguidade que impedia adoção institucional. Segundo, infraestrutura madura: os protocolos de blockchain que suportam stablecoins estabilizaram em termos de confiabilidade e velocidade. Terceiro, vantagem econômica clara para casos específicos: pagamentos cross-border B2B, operações de tesouraria global, liquidações que hoje levam dias podem ser feitas em segundos a custo marginal.

O alinhamento desses três fatores ao mesmo tempo é o que está acelerando adoção agora, não em 2027 ou 2028.

Onde stablecoins ganham sobre SWIFT e ACH

Para pagamentos domésticos de varejo em mercados desenvolvidos, a vantagem das stablecoins sobre sistemas existentes é marginal. Para pagamentos internacionais B2B, a vantagem é substancial: liquidação em segundos versus dias, sem intermediários correspondentes, a qualquer hora do dia, sem os custos de câmbio embutidos nos processos tradicionais.

É por isso que a adoção mais rápida está acontecendo em operações de tesouraria corporativa, remessas internacionais e pagamentos de fornecedores em mercados emergentes — exatamente onde o sistema atual é mais lento, mais caro e mais dependente de intermediários.

O que bancos precisam decidir agora

Ignorar stablecoins em 2026 significa que seus clientes corporativos vão encontrar alternativas. Adotar sem estratégia clara significa exposição regulatória e operacional desnecessária. A pergunta estratégica não é “stablecoins sim ou não” — é “em quais fluxos de pagamento stablecoins entregam vantagem suficiente para justificar a mudança operacional?”

Bancos que responderem essa pergunta com especificidade — identificando os fluxos concretos, os clientes relevantes e os parceiros de infraestrutura adequados — vão estar bem posicionados. Os que esperarem pela certeza total vão descobrir que perderam a janela de diferenciação.

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